Um livro que me fez pensar em como, na verdade, raramente conseguimos nos comunicar

Sugestão de leitura – A Little More Social

Sugestões de leitura do Soft Söndag — o dia dedicado ao que é suave, reconfortante e humano.

Um pouco mais social

Nicholas Epley · 2026

Psicologia · Bem-estar · Apego

Eu sigo a Angela Duckworth no LinkedIn. Você sabe — aquela que escreveu Determinação, professora da Universidade da Pensilvânia que pesquisa resiliência e desempenho. Eu a sigo porque ela compartilha coisas que realmente valem a pena refletir.

Há algum tempo, ela postou uma foto com este livro nas mãos e o seguinte texto: ”Adoro este livro. Ele pode mudar a sua vida.”

Não são palavras que Angela Duckworth diga à toa. Comprei o livro no mesmo dia.

Angela Duckworth sobre o livro

Ela descreve o livro como um manifesto para a nossa época — uma obra que explica por que tantos de nós substituímos conversas reais pela escrita, a convivência pela solidão e encontros profundos pela comunicação unilateral nas redes sociais. Bem escrito, cuidadosamente elaborado e profundamente honesto. Uma aula magistral sobre conexão social.

Nicholas Epley é cientista comportamental na Universidade de Chicago e dedicou décadas a pesquisar como realmente funcionamos socialmente. Não como nós acho que funcionamos — sem levar em conta como realmente fazemos isso.

E parece que somos realmente péssimos nisso.

Somos a espécie mais social que existe — e, mesmo assim, repetidamente optamos por evitar o contato. Não porque não o queiramos. Mas porque achamos que não somos bons o suficiente, que a outra pessoa não quer, que é muito estranho, tarde demais ou desnecessário.

Epley demonstra, com base em pesquisas, que subestimamos constantemente o efeito de dar um oi. De realmente ter uma conversa. De entrar em contato com alguém em quem pensamos. Achamos que isso é constrangedor, indesejado, exagerado. Mas quase nunca é assim.

O que me chamou a atenção foi a forma como o livro descreve as nossas escolhas em vez disso. Redes sociais. Mensagens de texto. Comunicação de um para muitos — ou seja, exatamente o que faço todos os dias quando publico algo. Não há nada de errado nisso. Mas não é a mesma coisa. Isso não substitui o encontro real, olho no olho, voz a voz, presença a presença.

Fiquei pensando em quantas vezes larguei o celular e me senti um pouco mais vazio, mesmo depois de ter ficado uma hora navegando nas redes sociais. E em como uma única conversa de verdade com um amigo, ou até mesmo com um desconhecido em uma feira náutica, pode me preencher de uma forma que nada mais consegue igualar.

Este não é um livro sobre ser extrovertido. Não se trata de sair para festas nem de se tornar uma pessoa super sociável. Tanto os introvertidos quanto os extrovertidos se sentem melhor com um pouco mais de contato social. Isso é um fato científico. Não é uma opinião.

O que importa são as pequenas escolhas. Aquela breve conversa com a caixa do supermercado. Ligar em vez de enviar uma mensagem. Sentar-se à mesa ao lado de alguém em vez de ficar olhando para o celular no trem. Epley mostra repetidamente que essas microescolhas têm um efeito desproporcionalmente grande sobre nossa felicidade, nossa saúde — e até mesmo sobre o tempo que vivemos.

Li algumas partes do livro num domingo tranquilo, com um copo de água morna com limão na mão e a Noa pulando no meu colo. E pensei: é exatamente disso que se trata este dia. Não é sobre desempenho. Não é sobre produtividade. Mas sim sobre a suavidade. O lado humano. Aquilo que realmente nos sustenta.

O livro se chama Um pouco mais social e já está disponível para encomenda. Leia-o. Dê-o a alguém de quem você gosta. E — talvez o mais importante de tudo — entre em contato com aquela pessoa em quem você tem pensado, mas com quem ainda não falou.

Tem alguém em quem você tenha pensado na última semana, mas com quem ainda não tenha entrado em contato?
O que está te impedindo?

Domingo Relaxante · Apaixonada♡amaelle.life

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